Sobre Veneza

  • Há séculos, Veneza é considerada uma das cidades mais importantes da Itália. Seja pelo histórico como potência econômica, adquirido no século X, ou pela imensa infraestrutura turística, o fato é que os turistas do mundo inteiro querem estar lá por pelo menos uma vez – de preferência, numa viagem romântica ao lado de quem se gosta.

  • Clima e População

    O clima é do tipo continental, o que provoca muitas variações de temperatura na cidade. A média ao longo do ano é de 15º Celsius. No verão, a máxima costuma atingir 33ºC, enquanto no inverno ela pode chegar a 0º Celsius, com geadas e até neve.

    O período mais movimentado vai de abril a outubro. O verão geralmente é muito quente e úmido, com temperaturas entre 30 e 33º Celsius. Julho e agosto são os meses mais quentes e pancadas de chuvas são comuns durante a tarde. O inverno, além de intenso, pode ser desagradável quando o nível da água do mar sobe e inunda a cidade – nessa época, costumam ocorrer as cheias repentinas. Nesse caso, é bom ter botas de borracha de cano alto para se proteger da água.

    Veneza tem cerca de 300 mil habitantes e está situada na região nordeste da Itália. A maioria da população é católica e italiana. Uma pequena parte dos habitantes é composta de imigrantes europeus, como os romenos, e sul-asiáticos.

  • Pontos Turísticos

    Conhecer a Piazza San Marco é um trajeto natural de todo turista que chega a Veneza. Ela é uma das mais belas praças do mundo e um ícone. Nela, fica a Basilica di San Marco, em estilo veneziano-bizantino, e o Palazzo Ducale, um amplo edifício em estilo gótico–veneziano, todo de mármore branco e avermelhado que chama a atenção por sua elegância.

    A Basílica de San Marco é, por sua vez, uma das mais exóticas catedrais da Europa. Ela exibe uma surpreendente coleção de mosaicos, como "A Chegada do Corpo de San Marco", na fachada. A dica para conhecer a igreja com calma é chegar bem cedo, antes das 9h, para se adiantar aos turistas que formam filas enormes para entrar no local.

    A Ponte Rialto é um dos pontos turísticos mais emocionantes de Veneza. Ela é a única que liga as duas margens do Canal Grande, que fica no coração da cidade. Impressiona o número de pessoas que atravessa a pé a ponte todos os dias. A atual Rialto é uma ponte parcialmente coberta, construída em pedra no fim do século XVI. A emoção é incontrolável ao avistar a ponte e o sentimento aumenta ao passar sob ela no tradicional vaporetto (ônibus fluvial) durante o pôr-do-sol.

    Quando o assunto é arte, a Itália e suas cidades são referências. Em Veneza, o há museus e galerias que guardam a memória tanto da região quanto de outros locais do mundo inteiro. Visitar a Galeria da Academia é começar o passeio com o pé direito. Ela fica em um magnífico palácio e apresenta uma coleção extraordinária de arte veneziana.

    Já o Museo Collezione Peggy Guggenheim, que fica no palácio Venier dei Leoni, à beira do Canal Grande, abriga obras de representativos artistas modernos, como Dalí, Picasso e Chagall, enquanto o Museo Storico Navale se mostra um museu diferente dos tradicionais: ele é um museu naval que oferece uma boa coleção de réplicas de antigos navios mercantes e de guerra utilizados pela República de Veneza. É possível ver uma raridade chamada Bucintoro, que é um barco folheado a ouro que marca algumas das comemorações nacionais.

  • Atrações e Programas

    Tão famoso quanto o carnaval brasileiro é o Carnaval de Veneza. A “festa da carne” europeia, ao contrário da nossa, dura muitos dias e ocorre durante o inverno. A população vai para as ruas com as tradicionais máscaras inspiradas em personagens folclóricos como o Arlequim, a Colombina, o Polichinelo e o Balanzone.

    Outro programa bastante recomendado é conhecer o Grande Canal durante um passeio de traghetto (uma espécie de gôndola coletiva) é uma viagem inesquecível. O preço é mais barato do que alugar uma gôndola tradicional, que pode sair por US$ 80 a cada duas horas de passeio. No fim da tarde, o sol imprime cor e vida nas fachadas dos palácios que ficam ao longo do canal, realçando a beleza dessas construções seculares no espelho d’água.

    Um bom motivo para conhecer uma biblioteca durante uma viagem de férias é saber que ela abriga raridades que não serão encontradas em nenhum outro lugar do mundo. A Biblioteca Marciana, a mais importante de Veneza e uma das maiores de Itália, é uma dos locais onde há registros que não existem em nenhum outro canto do planeta. Ela contém uma das mais ricas coleções de manuscritos do mundo, bem como obras impressas, mapas, e outros documentos que totalizam centenas de milhares de raridades. Ocupa parte dos edifícios da praça de São Marcos na piazzetta dei Leoncini, na margem do Grande Canal.

    A melhor vista panorâmica da cidade fica no Campanário. Esse edifício, chamado pelos venezianos de el paron de casa (o chefe da casa), tem 99 metros de altura e teve de ser reconstruído em 1902, quando as estruturas abaladas ruíram.

  • Vida Noturna

    Veneza não é uma cidade própria para baladas. Sua geografia e arquitetura já indicam que o movimento acontece mesmo é durante o dia. Para alguns visitantes, a combinação de noite tranqüila com o ambiente antigo cria uma atmosfera de suspense entorno da cidade.

    No entanto, algumas opções podem ser encontradas em locais como Dorsoduro. Nessa região, é mais fácil encontrar um barzinho aberto e até mesmo algumas boates. Esses estabelecimentos não costumam fechar as portas tarde da noite. Em alguns deles é possível ouvir música ao vivo e até mesmo ritmos latinos.

    Uma outra opção que pode ser interessante durante a noite é tentar a sorte em algum cassino. Em Veneza, alguns funcionam de acordo com a época do ano, como o Casino Municipale di Venezia.

  • Gastronomia

    Em Veneza existem algumas das melhores tradições da culinária italiana. Quem estiver na cidade, deve experimentar pratos como o Risi e Bisi, que é um risoto feito com ervilhas, e o tiramisú, espécie de pavê feito com queijo mascarpone e biscoito champagne. Além desses, beber um “ombra” (copo de vinho) em algum “fritolins” (botecos) é participar de um momento típico dos venezianos.

    Os cafés imprimem personalidade à cidade. Além de a bebida ser muito apreciada, ela faz parte da história de Veneza. Os tradicionais locais que servem café resgatam o clima e a aura dos tempos em que a cultura efervescia nesses charmosos estabelecimentos.

    Para comer bem, o ideal é ir até os bacari, que são adegas e confeitarias que garantem boas refeições para qualquer turista. Os locais tradicionais especializados em peixes também são as melhores indicações na hora de tomar uma decisão sobre onde comer. São mais confiáveis do que aqueles voltados para turistas. O preço nem sempre é acima do orçamento da viagem. Um bom exemplo, onde são servidos frutos do mar de excelente qualidade, como camarões e ostras, é a Osteria de Santa Marina. O cardápio degustação custa cerca de 55 euros, preço razoável para um local tradicional e reconhecidamente de qualidade.

    Outros dois pratos regionais que devem ser experimentados são o ravioli de roubado do mar nego e o risoto de cevada negra com cogumelos. Além desses, outra especialidade veneziana bastante procurada são as sardinhas fritas agridoces.

    Se a ideia é comer barato, a dica fica por conta do menu turístico de alguns estabelecimentos. Em geral, os melhores ficam perto da ponte Scalzi, onde há restaurantes que servem, no menu de entrada, massas, carnes e saladas ou batata frita por apenas 14 euros. No cardápio de algumas pizzarias, um dos pedidos mais famosos da Itália custa, no máximo, 9 euros. O preço varia de acordo com o tamanho e a quantidade de fatias. Certas casas especializadas em massa oferecem pratos que saem por cerca de 4 euros, como a pasta ao polmodoro.

    Quanto a sobremesas, além do tiramisú, os sorvetes são excelentes opções durante uma caminhada pela cidade. Há uma sorveteria legitimamente italiana a cada esquina, mas aquelas que ficam próximas ao Campo Santo Stefano costumam vender um sorvete de nutella lendário em Veneza.

  • Transportes

    Veneza é uma cidade em que se anda a pé ou de barco. Carros não são muito queridos e nem mesmo eficientes por lá. Há transporte público, mas devido aos canais, a maior parte do sistema é composta de barcos, gôndolas ou ônibus flutuantes. Esses coletivos costumam servir ao passageiro de modo conjugado com os tradicionais veículos, que são poucos devido ao número pequeno de ruas na cidade.

    Caminhar sem rumo pelas ruas de Veneza é um dos melhores passeios e um dos melhores jeitos para se locomover. O ideal é sair cedo da hospedagem, de preferência antes das 9h, quando os turistas ainda não tomaram conta das ruas, vielas e pontes. Esses são os atrativos naturais que merecem ser conhecidos com calma.

    Conforme a hora vai passando, famílias em férias, casais, mochileiros e grupos de excursão começam a se acotovelar nos locais mais movimentados, quase todos construídos no século XVIII, quando bem menos gente passava por ali. Mas a viagem vale o esforço.

    Os vaporettos são os ônibus flutuantes que servem como tradicionais meios de transporte público. Há bilhetes válidos por 1, 12, 48 horas e até 3 dias. Eles podem ser comprados em diversos pontos e devem ser validados antes de embarcar. Mapas com as rotas estão à disposição nos postos de venda.

    Se a estadia for longa, um facilitador na hora de se locomover é adquirir o Venice Card Blue. Ele é um cartão que dá acesso ao transporte público (e também a banheiros) da cidade por 1, 3 ou até 7 dias. Há também o cartão Orange, que garante a entrada na maioria dos museus e igrejas, e o Rolling Venice Card, disponível apenas para pessoas de até 29 anos e com a garantia de descontos em museus, restaurantes e cinemas.

    Veneza é considerada uma cidade bastante segura, assim como outras capitais da Europa. Mas, ainda assim, os cuidados básicos são recomendados, como não reagir em casos de furtos ou assaltos, não expor objetos pessoais e de valor em locais ermos e desertos. Em caso de problemas, procure alguma autoridade policial ou guardas da cidade.

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Fotos Veneza (18)

Foto Veneza - amilcar.poppe

Gondola até o Canal Grande, Enviado por amilcar.poppe

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