Valença, RJ

Avaliações e Dicas - Valença

Nota Média

Nota Média 5.0

Excelente "Superou as expectativas!"

Faça uma avaliação

Total de Avaliações: 1

qualidade das avaliações porcentagem das avaliações quantidade de avaliações
Excelente 100.0% 1
Bom 0.0% 0
Razoável 0.0% 0
Ruim 0.0% 0
Péssimo 0.0% 0

Avaliações

  • 3 avaliações.
    12 fotos em 2 lugares.
    Pedro Ivo Mira

    Pedro Ivo Mira (Niterói) escreveu:

    Festa no Quilombo

    • Destino visitado em Maio de 2011
    • Avaliação feita em 11 de Agosto de 2011

    Em maio, eu e mais três amigos passamos um fim de semana no Quilombo São José da Serra, que se encontra próximo a Conservatória, distrito de Valença, sul do estado do Rio de Janeiro, para curtirmos a festa realizada a São Benedito (Preto Velho).

    A região, por si só, já é um show à parte! Localizada no vale do rio Paraíba do Sul, é uma boa pedida para os amantes do ecoturismo e para quem se liga em História.

    No Quilombo, o contato com a natureza é inevitável devido à localidade deste e, principalmente, ao estilo de vida levado pelos moradores: pés no chão, contato com a terra sagrada, com a horta, com plantas medicinais, banho de cachoeira para purificar a alma e fortalecer o corpo.

    Ao entrar na porteira e avistar as casas de pau-a-pique parece que você está viajando no tempo, onde é possível sentir um forte espírito de resistência e luta por parte dos "escravos fujões" que, cansados da dura vida nas fazendas de café, se embrenhavam mata adentro a fim de construir uma sociedade de iguais, onde tudo é de/para todos. Esse espírito de guerra e de igualdade manteve-se presente ao longo dos 150 anos de existência do Quilombo: guerra para reconhecer o direito a terra e de preservar as tradições da Mãe África; e igualdade entre os quilombolas e todos o visitantes, que sempre são muito bem tratados.

    A festa em homenagem ao "Preto Velho" é uma atividade única, onde o passado e o presente se encontram para darem "umbigadas" ao som dos impressionante tambores do Jongo, manifestação cultural de origem africana, quase que um bisavô do samba, um ritmo mágico, cheio de energia. As rodas de Jongo são as principais atrações da festa, sendo que é possível participar de várias durante o dia, mas também acontecem outras manifestações como Folia de Reis, rodas de Capoeira e de Samba, cultos religiosos... e junto a todas essas atividades, todo o espaço é cercado por barraquinhas outra se encontram comidas típicas e bebidas (aconselho uma boa alimentação para dar conta de toda a festa). Um prato cheio para viajantes que gostam de História.

    O ponto alto da festa é a noite, quando uma enorme fogueira é acesa, abençoada pela matriarca da comunidade e, após a primeira dança de seu Manoel, mestre jongueiro, e sua mulher, a fogueira aquece uma enorme roda de Jongo o pulsa junta com o ritmo dos tambores até o dia raiar - a festa só acaba quando o fogo apaga. Um espetáculo único, no qual a fogueira interage com a roda e dança no ritmo do Jongo, ao ponto do fogo aumentar sua intensidade quando os ânimos da roda se afloram, as palmas e tambores aumentam sua intensidade.

    Foi uma experiência maravilhosa me aquecer na fogueira e sentir a energia dos tambores, da palmas, da dança... energia da África, de Zumbi e de todos os antepassados daquele povo festivo e hospitaleiro. Sou outro depois dessa viagem... creio que um pouco daquela terra sagrada, dos sorrisos das crianças, do ritmo do berimbau e dos tambores, da água da cachoeira se alojou em minha alma e sempre irá me levar para aquele lugar mágico que pretendo visitar muitas outras vezes.

    Nota Média 5

    Excelente "Superou as expectativas!"

    Esta avaliação foi útil para 8 pessoas, e para você? Sim

    Fotos

1



Pesquise preços

Receba ofertas imperdíveis

Receba grátis as melhores promoções de passagens aéreas e hotéis por e-mail.

Publicidade


Publicidade